Entenda qual a origem do acarajé baiano

Conheça a Origem do acarajé baiano e algumas curiosidades e simbolismos aqui no Origem das coisas. Para saber mais do surgimento do acarajé baiano leia aqui!

Assim como diversos outros quitutes nordestinos, a origem do acarajé baiano também vem através dos escravos. Muito mais do que uma receita saborosa, o acarajé também tem uma ligação religiosa com Iansã.

Descubra tudo sobre a origem do acarajé baiano e a importância desse prato na história cultural do Brasil.

Qual a origem do acarajé baiano?

A origem do acarajé baiano é a África Ocidental e chegou em terras brasileiras trazido pelos imigrantes africanos escravizados. Esse prato faz parte da cultura brasileira desde o século XIX e se tornou parte do nosso patrimônio cultural, principalmente na Bahia.

Acarajé baiano “quente ou frio”

Uma das particularidades do acarajé baiano que principalmente os turistas precisam estar espertos, é quanto a oferta dele ser quente ou frio. Muitos turistas imaginam que isso diz respeito à temperatura do famoso bolinho, mas não é.

O acarajé quente, é aquele que conta com bastante pimenta no seu preparo. Muito cuidado se você não está acostumado com alimentos apimentados, pois a pimenta baiana é realmente quente e faz jus ao nome do bolinho, que significa bola de fogo. Já o acarajé frio tem pouca ou nenhuma pimenta, sendo mais recomendado para aqueles que não desejam arriscar.

Lucros do acarajé no tabuleiro da baiana e influências religiosas

A venda dos acarajés nos tradicionais tabuleiros começou com as escravas, que vendiam as receitas e repassavam quase todo lucro para as proprietárias. Após o fim da escravidão, muitas delas seguiram com essa venda que se tornou o sustento de diversas famílias.

Lucros do acarajé no tabuleiro da baiana e influências religiosas
Fonte/Reprodução: original

Ainda através do lucro das vendas dos acarajés no tabuleiro, muitas baianas financiavam os terreiros de candomblé, que tiveram sempre muita importância nessa receita, por conta da orixá Iansã e seu marido Xangô.

Hoje, o acarajé é o sustento de diversas famílias e com esse dinheiro, muitas baianas conseguiram realizar o sonho de se formar na faculdade e até mesmo formar seus filhos. Sem contar que vender o acarajé se tornou realmente uma tradição e muitas vezes é passado de mãe para filha, o que faz com que ele se torne o sustento de muitas gerações da mesma família.

Como é o simbolismo baiano no preparo do acarajé?

O acarajé é considerado uma oferenda sagrada, cheia de simbolismos desde o seu preparo até a forma de ser vendido. Quando ofertado em oferendas de Iansã, o acarajé é frito e sem nenhum tipo de complemento ou acompanhamento.

Seu preparo é realizado por baianas com vestimentas características: vestidos brancos, adereços, panos na cabeça e guias no pescoço. Na Bahia ou no mundo, elas estão sempre vestidas dessa forma para preparar o famoso bolinho.

Acarajé: Patrimônio imaterial da Bahia e patrimônio cultural brasileiro

No século XXI, o acarajé e o ofício das baianas se tornaram um patrimônio imaterial da Bahia, além de patrimônio cultural brasileiro. Esse ofício, fala sobre todo o ritual envolvido no preparo do acarajé, desde o preparo da receita até a roupa utilizada para isso. Inclusive, o dia 25 de novembro é considerado o dia nacional das baianas de acarajé.

Acarajé Patrimônio imaterial da Bahia e patrimônio cultural brasileiro
Fonte/Reprodução: original

Além da origem do acarajé baiano, toda sua história diz muito sobre a importância dessa receita no nosso país e é o sustento de diversas famílias brasileiras. O fator religioso também é incrível e tem grande peso na cultura do nosso país. Além de ser extremamente saboroso, o acarajé é realmente um patrimônio e nenhum viajante deve passar pela Bahia sem experimentar esse quitute delicioso.

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